13/03/2014 - 18:53
O ex-primeiro-ministro líbio Ali Zeidan denunciou nesta quinta-feira a “falsificação” da votação no Congresso que forçou sua saída na terça, e negou as acusações de corrupção contra ele, em declaração ao canal “France24”. “A decisão do Congresso é ilegal (…). Houve uma falsificação e uma manobra”, declarou Zeidan, explicando que somente 113 deputados votaram a favor de sua saída, número abaixo dos 120 votos necessários. O Congresso Geral Nacional, principal instância política e legislativa da Líbia, anunciou na terça a destituição de Zeidan com 124 votos. O ex-premier refutou as acusações de corrupção contra ele, e afirmou que não fugiu do país, somente abandonou a Líbia antes do voto do Congresso. “Não preciso me defender (…). Desafio qualquer um a mostrar que há algum rastro de corrupção durante meu governo”, afirmou, em sua primeira declaração depois da queda. Zeidan não especificou em que país encontra-se atualmente. O ministro da Defesa da Líbia, Abddulah al Theni, foi nomeado chefe de Governo interino. A destituição de Zeidan aconteceu após uma longa disputa entre os Poderes Executivo e Legislativo, em um país quase paralisado e mergulhado no caos. Um independente que contava com o apoio dos liberais, Zeidan acusava os islâmicos, com frequência, de quererem tirá-lo do cargo para assumirem o poder na Líbia. Desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro em novembro de 2012, Zeidan e o Congresso se acusavam mutuamente de serem responsáveis pela situação do país. ila/jeb/dg/lr