O exército do Paquistão reconheceu nesta quinta-feira as “falhas” de seu sistema de inteligência sobre Osama Bin Laden, e anunciou ter ordenado uma investigação para apurar as falhas da busca pelo líder da rede Al-Qaeda.

O exército paquistanês também ameaçou, em um comunicado oficial, revisar o nível de sua cooperação militar no caso de um novo ataque americano como o que matou Osama bin Laden no domingo.

Kayani deixou claro que “qualquer outra ação similar que viole a soberania paquistanesa levará à revisão da cooperação com Washington em termos de inteligência militar”.

O general Ashfaq Kayani, chefe do Estado-Maior das forças armadas paquistanesas, reuniu-se nesta quinta-feira com os comandantes de cada setor da Defesa quatro dias após a operação americana que matou Bin Laden na cidade de Abbottabad.

O exército afirmou que, apesar de admitir suas limitações em termos de inteligência sobre a localização de Bin Laden, é importante destacar as conquistas desse mesmo serviço contra a Al-Qaeda e outros grupos terroristas.

Sobre Bin Laden, o exército afirmou que a CIA conseguiu descobrir uma série de fatos com base em informações iniciais fornecidas pelo ISI, o serviço de inteligência paquistanês – e reclamou que os americanos não compartilharam com Islamabad as informações descobertas posteriormente.

O general indicou ter encomendado uma investigação sobre as circunstâncias que levaram a esta grave falha de inteligência.

Por fim, o comunicado indica que o Paquistão deseja reduzir a presença militar dos Estados Unidos em seu território.

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