Nas duas primeiras semanas de abril, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações brasileiras saltaram 42,2%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 13, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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A balança comercial brasileira passou a acumular superávit de US$ 6,748 bilhões em abril, um crescimento de 151,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado das duas primeiras semanas de abril deste ano é decorrente de US$ 14,879 bilhões em exportações e US$ 8,131 bilhões em importações.

A parcial de abril já garante um superávit maior que o registrado em cada um dos três primeiros meses já fechados de 2026: janeiro fechou com superávit de US$ 3,732 bilhões, fevereiro teve superávit de US$ 4,038 bilhões e março registrou superávit de US$ 6,405 bilhões.

O que puxou a alta das exportações

Entre os setores, o que registrou a maior alta nas exportações na parcial de abril foi o da Indústria Extrativa, que inclui petróleo e minério de ferro, cujas vendas somaram US$ 4,52 bilhões, alta de 83,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A agropecuária registrou crescimento de 29,1% nas exportações e somou US$ 3,59 bilhões. Por fim, a Indústria de Transformação teve aumento de 29,8%, com um total de US$ 6,69 bilhões em vendas para outros países.

O desempenho dos setores foi o seguinte: alta de 29,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,591 bilhões; crescimento de 83,8% em Indústria Extrativa, que somou US$ 4,517 bilhões; e, por fim, alta de 29,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,694 bilhões.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (330,9%), Soja (31,5%) e Algodão em bruto ( 51,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (15,9%), Minérios de cobre e seus concentrados (231,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (101,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (39,0%), Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (964,1%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 98,6%) na Indústria de Transformação.

Em relação às importações, houve alta de 4,5%, na mesma comparação. Foi registrada queda de 33,4% em Agropecuária, que somou US$ 131 milhões; redução de 9,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 346 milhões; e, por fim, alta de 6,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,623 bilhões.