05/03/2026 - 15:11
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, um avanço na comparação contra o déficit de US$ 500 milhões em fevereiro de 2025. O resultado foi puxado por um recuo nas importações e pelas exportações recordes para o mês.
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Houve um aumento de 15,6% nas exportações, que alcançaram US$ 26,306 bilhões contra US$ 22,75 bilhões no ano anterior. O número supera ainda o recorde para o mês até então, de US$ 23,5 bilhões, alcançados em 2024.
Já as importações recuaram 4,8%, saindo de US$ 23,22 bilhões para US$ 22,098 bilhões em 2026.
O resultado da balança comercial no mês veio em linha com pesquisa realizada pela Reuters com economistas, que apontava saldo positivo de US$4,228 bilhões para o período.
Minerais puxaram receita das exportações
Com crescimento de 76,5% na comparação com o ano passado, a exportação de óleos brutos de petróleo atingiu um faturamento de US$ 3,74 bilhões. Apesar de a variação ocorrer em relação a uma base fraca no ano passado, o valor representa também o maior entre os produtos analisados, seguido pela soja (US$ 2,94 bilhões) e por minério de ferro e seus concentrados (US$ 2,09 bilhões).
Também se destacaram no mês itens da indústria de transformação como carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+41,8% com aumento de US$ 0,39 bilhões) e ouro não monetário (+ 71,9% com aumento de US$ 0,29).
Já pelo lado das importações, houve quedas relevantes nas compras de bens de capital e bens intermediários pelo país.
Embarcações para os EUA seguem em baixa
Apesar da derrubada das tarifas de Donald Trump, as exportações brasileiras para o país ficaram 23% ainda abaixo do ano passado. Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Alves Brandão, a normalização dos envios para o país dependerá do perfil de cada produto.
“Um produto mais industrializado, por exemplo, móveis, pode ser que não tenha um retorno imediato. Por outro lado, madeira para construção, que foi um setor afetado pelo tarifaço, é um produto mais ‘comoditizado’, que retornar mais fácil e mais rápido”, explicou o técnico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
