O dólar é negociado em queda desde a abertura do mercado futuro, mas com fraca intensidade. No mercado à vista, a primeira operação foi fechada a R$ 2,2120, com queda de 0,32%. Até o momento, com menos de uma hora de pregão, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 2,2050 e a máxima de R$ 2,2170. Na abertura do pregão desta terça-feira, 13, diante da agenda doméstica vazia, a trajetória da moeda norte-americana é determinada pelo ambiente internacional e pelos leilões habituais de swap do Banco Central.

Internacionalmente, o movimento mais expressivo no mercado de moedas ocorre no euro, que cai generalizadamente, depois que uma fonte disse que o Banco Central da Alemanha (Bundesbank) está disposto a apoiar medidas de estímulos do Banco Central Europeu (BCE) na reunião de política monetária de junho.

Isso fortalece as moedas emergentes e de países exportadores de commodities com forte correlação com o real, como os dólares neozelandês e canadense. Já o dólar australiano, além da expectativa em relação ao euro, beneficia-se por perspectivas positivas relacionadas ao anúncio do Orçamento do País para o próximo ano fiscal. Nos EUA, o dado fraco de varejo divulgado há pouco também ajuda a pressionar o dólar para baixo, nos primeiros momentos após a abertura dos negócios. O indicador mostrou alta de 0,1% nas vendas do varejo norte-americano em abril, ante estimativas de aumento de 0,4%.

Há pouco, foi divulgado o resultado do leilão diário de swap cambial e o dólar bateu nova mínima, de R$ 2,2050. O Banco Central vendeu 4 mil contratos de swap cambial ofertados, no valor total de US$ 198,3 milhões, para o vencimento em 2 de março de 2015. A taxa nominal foi de 1,0729% e a linear, 1,060%. O PU mínimo ficou em 99,147600. Não houve taxa de corte. Para o vencimento em 1º de dezembro de 2014 foram rejeitadas todas as propostas apresentadas pelos participantes do leilão.