21/05/2015 - 10:48
A Bovespa abriu o pregão na manhã desta quinta-feira, 21, em baixa, refletindo o tom defensivo que pesa no dólar e juros futuros por causa das dificuldades do governo em fazer passar as medidas do ajuste fiscal no Congresso e dos sinais de fraqueza econômica mostrados pelo IBC-Br de março. Pesam ainda na Bolsa, a abertura negativa das bolsas de Nova York e, nas ações dos bancos, os rumores de extinção dos Juros sobre Capital Próprio e de elevação da Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para ajudar na área fiscal. A alta das ações da Petrobras e Vale, no entanto, ajudam a limitar as perdas do índice.
Em Nova York, o tom é negativo e os investidores analisam indicadores mistos divulgados mais cedo e na expectativa de outros que ainda serão divulgados nos Estados Unidos. Os pedidos de auxílio-desemprego subiram para 274 mil na semana passada, ante 271 mil previstos. No entanto, o número de americanos que recebe o auxílio caiu ao menor auxílio desde dezembro de 2000.
Às 10h33, O Ibovespa caía 0,19%, aos 54.795,86 pontos. O Dow Jones recuava 0,11%, o S&P 500 tinha queda de 0,16% e o Nasdaq caía 0,07%.
As ações da Petrobras subiam 1,16% (PN) e 1,53% (ON) e as da Vale avançavam 0,60% (PNA) e as ON caíam 0,10%. Entre os bancos, Itaú Unibanco PN caía 1,15%; Bradesco PN cedia 1,26%; Banco do Brasil ON recuava 1,36%.
Dados abaixo do esperado de atividade que saíram na zona do euro e na China alimentam o sentimento mais pessimista e as bolsas europeias também caem. Só a de Londres tenta ganhar fôlego com a notícia o aumento de 1,2% das vendas no varejo no Reino Unido em abril, acima da expectativa de alta de 0,4%. Perto das 10h30, a Bolsa de Londres caía 0,09%, a de Paris caía 0,23% e a de Frankfurt recuava 0,25%.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro recuou a 53,4 na leitura preliminar de maio, de 53,9 no mês anterior, informou hoje a Markit Economics. Este é o segundo recuo seguido, e o menor patamar em três meses. Já o PMI industrial chinês, medição pelo HSBC, avançou a 49,1 na leitura preliminar de maio, de 48,9 na leitura final de abril. Além de ficar pouco abaixo da previsão (49,3), o dado mostra contração (abaixo de 50) pelo terceiro mês seguido. Porém, este é o maior nível em dois meses para o índice.