O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, liberou  nesta terça-feira, 4, para julgamento a denúncia apresentada pela  Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente do Senado,  Renan Calheiros (PMDB-AL). A investigação tramita na Corte desde 2007 e a  acusação foi formalizada em 2013. Caso o plenário do STF aceite a  denúncia da PGR, Renan Calheiros se tornará réu e responderá a uma ação  penal por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Na  denúncia oferecida ao STF, a PGR considerou que Renan recebeu propina  da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a  empreiteira. Em troca, o peemedebista teria as despesas pessoais da  jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento  extraconjugal, pagas pela empresa.

Na época, Renan  apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gados em  Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, mas os documentos são  considerados notas frias pelos investigadores. O peemedebista chegou a  renunciar à presidência do Senado quando o escândalo veio à tona.

A  data da análise da denúncia pelo plenário do STF será definida pela  presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que é responsável por  definir a pauta de julgamento de cada sessão.

Se o plenário  do STF decidir aceitar a denúncia contra Renan, o julgamento do  processo pode ser realizado futuramente por uma das Turmas da Corte e  não pelo plenário. Isso porque o plenário do Supremo se debruça apenas  sobre as ações penais de parlamentares que presidem a Câmara ou o  Senado, mas Renan deixará a presidência do Congresso em 2017. Como um  parlamentar comum, o seu caso passa a ser analisado pela 1ª Turma,  colegiado do qual Fachin faz parte.