Temores sobre o futuro financeiro da Grécia ditaram as negociações nas bolsas da Europa nesta sexta-feira, 17, com as principais bolsas caindo de forma acentuada, pressionadas, principalmente, por ações de bancos. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,76%, aos 403,69 pontos. Na semana em que Atenas voltou ao foco do mercado, o índice acumulou baixa de 2,07%.

Estrategistas disseram que a falta de progresso nas negociações entre a isolada Grécia e seus credores internacionais aumentou substancialmente o risco de o país dar calote de sua dívida e até mesmo sair da zona do euro.

“Na ausência de um acordo nas próximas semanas, o governo grego pode não ser capaz de evitar a inadimplência, o que tememos aumentar o risco de um Grexit (saída da Grécia da zona do euro)”, escreveram os economistas do banco UBS em uma nota. “A situação orçamentária do governo é cada vez mais precária, enquanto as negociações sobre o programa de reformas continuam muito lentamente”, acrescentaram.

Para Eirini Tsakiridou, analista de pesquisa de renda fixa do banco Julius Baer, se quiser evitar a inadimplência, a Grécia “terá de ceder às demandas dos credores”.

Mas o problema é que o primeiro-ministro Alexis Tsipras enfrenta resistências dentro do governo, do seu próprio partido, o esquerdista Syriza, e do Parlamento dividido do país. Em meio à possibilidade de um calote grego, a Bolsa de Atenas fechou em queda de 3,00%, aos 729,81 pontos. Na semana, o recuo foi de 5,96%.

O movimento contaminou as bolsas de todo o continente. A Bolsa de Frankfurt, que mais teve valorização nas últimas semanas, fechou em queda firme de 2,58%, aos 11.688,70 pontos. Na semana, a baixa foi de 5,54%. As ações de bancos se destacaram entre as perdas. Caso do Deutsche Bank, que cedeu 3,25.

Muito afetada por papéis financeiros, a Bolsa de Milão fechou em baixa de 2,40%, aos 23.044,08 pontos. A perda semanal foi de 3,49%. As ações do UniCredit caíram 3,54%, do Popolare di Milano cederam 3,61% e do Monte dei Paschi di Siena recuaram 4,56%.

Em Madri, as instituições financeiras também se destacaram entre as maiores baixas. As ações do Santander caíram 307% e do Banco de Sabadell perderam 4,28%. O índice IBEX-35 recuou 2,17%, aos 11.359,40 pontos. A perda semanal foi de 3,32%.

A Bolsa de Paris fechou em queda de 1,55%, aos 5.143,26 pontos. A baixa semanal foi de 1,85%. As ações da Accor foram as únicas do índice CAC-40 que encerraram o pregão no território positivo, co alta de 1,03%, impulsionadas pela aceleração das vendas no primeiro trimestre.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 0,93%, aos 6.994,63 pontos. A queda semanal foi de 1,34%.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, recuou 2,26%, encerrando em 6.001,87 pontos. O recuo semanal foi de 4,86%. Fonte: Dow Jones Newswires.