Para a maioria dos membros do Federal Reserve, as condições para elevar a taxa de juros “poderão ser alcançadas em dezembro”, afirma um documento divulgado nesta quarta-feira.

Na ata da reunião de outubro do Comitê Monetário do Federal Reserve (FOMC) afirma-se que “a maioria dos participantes” argumentou que as condições para o início da normalização da política monetária “poderão ser alcançadas” para a reunião do organismo em 15 de dezembro.

As preocupações pela economia mundial e a volatilidade dos mercados “diminuíram”, embora ainda seja preciso “vigiá-las”, acrescentou a ata.

Os membros do FOMC reiteraram que após uma primeira elevação da taxa de juros, o ajuste da política monetária deverá ser “gradual”.

“O ritmo das novas taxas será mai importante para os mercados e a economia do que a data do aumento inicial”, insistiram os funcionários do Fed.

A maioria acredita que a inflação, que hoje é de apenas 0,2%, se dirigirá à meta de 2%, considerável saudável para a economia.

Dois dos membros do comitê se declararam menos otimistas e expressaram preocupação por um aumento “prematuro” dos juros.

De acordo com a ata, houve mais pedidos para que sejam consideradas “opções” para tomar novas medidas monetárias “se as perspectivas econômicas se enfraquecerem”.

Antes da divulgação desse documento vários membros do Fed disseram nesta quarta-feira que querem aumentar “em breve” os juros.

William Dudley, presidente do Fed de Nova York, estimou que “começar a aumentar os juros, seria uma coisa boa”.

“É um bom sinal de que a economia se recupera, que o Fed se aproxima da sua dupla meta de emprego máximo e estabilidade de preços”, disse Dudley em uma conferência, segundo a agência Bloomberg.

O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que o ele concorda em aumentar os juros o mais rápido possível se não houver uma piora das condições econômicas”.

Dudley e Lockhart são membros votantes do comitê de política monetária do Fed que se reunirá em 15 de dezembro para decidir se aumenta pela primeira vez em quase dez anos a taxa de juros que estão em quase zero desde 2008.