O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu pela manutenção da taxa de juros no país, que segue, então, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Esta é a segunda vez que o Fomc (Federal Open Market Committee) decide pela manutenção da taxa e a primeira reunião do comitê após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

 + Selic: com apostas divididas, Copom anuncia hoje decisão sobre taxa de juros

A decisão não foi unânime. Um dos membros, Stephen I. Miran, votou pelo corte de 0.25 ponto percentual. Enquanto os demais 11 membros, incluindo o presidente da entidade, Jerome Powell, votaram pela manutenção.

O Comitê cita no comunicado que o cenário permanece de “incertezas elevadas”, e a inflação ainda em níveis mais altos para justificar a decisão.

“O que realmente chama atenção agora é o cenário de pressões inflacionárias que voltaram a ganhar força com a alta do petróleo, impulsionada pela guerra com o Irã”, diz Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos.

“Ao afirmar que o banco central não tem pressa para reduzir os juros, Powell praticamente neutraliza qualquer interpretação de que a perda de tração da economia, por si só, seria suficiente para justificar uma inflexão mais rápida na política monetária. O recado é direto: enquanto a inflação não mostrar uma trajetória de convergência mais convincente, o Fed seguirá operando com viés restritivo’, avalia Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos.

Super-Quarta

Nesta quarta-feira, 18, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, também decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. A decisão é divulgada por volta das 18h30. Desta vez, não há um consenso no mercado sobre a decisão do Copom. Mesmo assim, a expectativa predominante é de que a Selic terá o primeiro corte em quase dois anos.

O último corte na Selic foi efetuado em maio de 2024, quando a taxa básica caiu de 10,75% para 10,5%. Depois disso, o ciclo só foi de alta dos juros, e desde junho de 2025 a Selic está estacionada em 15%. Veja aqui o histórico.