A Federação Sul-Africana de Futebol (SAFA) não escondeu a preocupação com a campanha “discreta” do candidato do país à presidência da Fifa, Tokyo Sexwale, a um mês da eleição, marcada para o dia 26 de fevereiro, em Zurique.

Durante uma reunião realizada no último fim de semana, “o comitê executivo da federação mostrou-se preocupado com a campanha discreta, e cobrou explicações do candidato”, explicou à AFP Dominic Chimhavi, porta-voz da SAFA.

A federação pretende cobrar mais empenho do ex-companheiro de cela de Nelson Mandela até a próxima reunião da Confederação Africana de Futebol, marcada para o dia 5 de fevereiro, em Kigali, no Ruanda.

“Precisamos conversar com ele sobre alguns aspectos da campanha”, disse o presidente da SAFA, Dennis Mumble, em entrevista ao jornal sul-africano City Press.

“Falta um mês para a eleição, e precisamos saber em que pé estamos”, resumiu.

“Já temos algumas viagens marcadas, e devemos encontrar com dirigentes da SAFA na próxima semana”, afirmou o porta-voz do candidato, Peter-Paul Ngwenya.

Sexwale, de 62 anos, é o único candidato africano à sucessão de Joseph Blatter, que colocou o cargo à disposição em junho, apenas quatro dias depois de ser eleito pela quinta vez, por conta da forte enfrentada em meio aos escândalos de corrupção que abalam a Fifa.

O sul-africano terá como adversários o suíço Gianni Infantino, secretário-geral da Fifa, o xeque do Bahrein Salman Bin Ebrahim Al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática, o príncipe jordaniano Ali, ex-vice-presidente da Fifa, e o francês Jerome Champagne, ex-secretário-geral adjunto da Fifa.

Uma das propostas de Sexwale é autorizar seleções nacionais a usar uniformes patrocinados, como os clubes, para aumentar seus recursos.