O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) comunicou nesta quinta-feira, 5, que, em 25 de março, será realizado o recolhimento da antecipação correspondente a 60 (sessenta) meses, para uma recomposição de caixa do Fundo, estimada em R$ 32,5 bilhões.

+ Nubank dará nome a estádio do time de Messi em estratégia para avançar nos EUA

“A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias.”

A antecipação foi decidida pelo Conselho de Administração do FGC em 5 de fevereiro, e será feita pelas Instituições Financeiras Associadas, conforme previsto no Estatuto do Fundo (anexo I da Resolução 4.222/2013 e alterações).

De acordo com o balanço do FGC, até esta segunda, 5 de março, foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank), o que representa 94% do montante a ser pago. Em termos de números de beneficiários da garantia, aproximadamente 675 mil credores já receberam os valores, correspondente a 87% do número total. Em relação ao Will Bank, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias.

O Banco Central (BC) também emitiu nota comunicando o estabelecimento de antecipação obrigatória de contribuições mensais ordinárias ao FGC de seus participantes, para recomposição patrimonial. “O BC decidiu permitir que as instituições financeiras deduzam as antecipações ao FGC dos recolhimentos compulsórios que fazem no BC. A medida visa neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário. Alinha-se com o objetivo dos recolhimentos compulsórios, de manter recursos das instituições financeiras no BC, que possam ser utilizados em momentos em que sua liberação contribua para a estabilidade e a eficiência do Sistema Financeiro “, diz a nota do Banco Central.

O BC diz ainda que a recomposição da capacidade de atuação do FGC atende ao “interesse público associado à manutenção da confiança no sistema financeiro e insere-se no exercício regular de suas atribuições institucionais”, e calcula que a medida vá resultar em liberação de R$ 30 bilhões em 2026.