06/09/2026 - 10:14
A fila de espera por atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi oficialmente zerada no mês de agosto, conforme anunciado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em 3 de setembro de 2026, durante um evento no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A marca representa um avanço significativo na gestão previdenciária, transformando um cenário de acúmulo de pedidos em um fluxo contínuo de atendimento.
O que aconteceu
- A fila de espera do INSS é oficialmente zerada em agosto de 2026, eliminando um gargalo histórico de milhões de requerimentos.
- Desde fevereiro, o número de pedidos acumulados caiu de 3,12 milhões para um volume que permitiu o fluxo atual de atendimento.
- Medidas como nomeação de servidores, ampliação da telemedicina e mutirões foram cruciais para a realização de 2 milhões de atendimentos extras.
Os dados apresentados pelo Ministério da Previdência Social indicam uma queda progressiva nos requerimentos acumulados ao longo do ano. Em fevereiro de 2026, cerca de 3,12 milhões de pessoas aguardavam na fila, com 1,17 milhão de novos pedidos ingressando. O volume pendente diminuiu para 1,547 milhão em julho, até que, em agosto, o número de novos requerimentos mensais finalmente superou o de beneficiários ainda aguardando.
Wolney Queiroz explicou que o cenário atual deixou de ser uma “fila” para se tornar um “fluxo de atendimento”. Ele utilizou a analogia de uma loja com 12 atendentes para 8 clientes, enfatizando que agora há uma folga na capacidade de atendimento do órgão para lidar com a demanda que chega diariamente.
Como a capacidade do INSS foi ampliada?
O Ministério da Previdência Social alcançou a meta graças a uma série de ações estruturais e operacionais que resultaram em 2 milhões de atendimentos extras somente em 2026. Entre as principais medidas implementadas, destacam-se:
- A nomeação de novos servidores públicos por meio de concurso;
- A ampliação do sistema de telemedicina, que passou a funcionar em 865 agências em todo o país;
- A implementação da perícia médica documental, uma modalidade que permite ao segurado enviar a documentação de forma eletrônica, eliminando a necessidade de comparecimento a uma agência física;
- A realização de mutirões de atendimento nos finais de semana e o pagamento de bônus por produtividade aos servidores que superaram suas metas.
Atualmente, o INSS processa um volume expressivo de demandas, contabilizando cerca de 1,3 milhão de novos pedidos mensais, o que equivale a aproximadamente 43 mil requerimentos por dia.
Quais os desafios remanescentes?
Com a agilização dos processos, o prazo médio para a decisão sobre as perícias médicas foi reduzido para 34 dias, um índice que está abaixo do prazo máximo legal de 45 dias. O presidente Lula celebrou a marca, afirmando que a prioridade do governo é “humanizar” o atendimento, garantindo que o cidadão tenha previsibilidade para dar entrada em seu pedido, esperar o tempo correto e receber o benefício.
Apesar da fila geral ter sido zerada, o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo Felipe Cavalcante pontuaram que ainda existem cerca de 224 mil requerimentos que já ultrapassaram o tempo de espera de 45 dias. Essas são consideradas situações mais complexas, tratadas como pedidos especiais, que englobam análises mais detalhadas para aposentadorias e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Da IstoÉ
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