A Fitch Ratings espera uma política fiscal mais rígida no Brasil em 2027, independentemente de quem vencer a disputa presidencial. Segundo a agência, o ajuste das contas públicas e os juros elevados devem pesar sobre a atividade econômica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno no próximo domingo. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (21), a Fitch citou o déficit orçamentário acima de 8% do PIB e a relação entre dívida e PIB superior a 80% como fatores que reforçam a expectativa de aperto fiscal.

A agência projeta que o PIB brasileiro cresça 1,9% em 2026 e 1,4% em 2027. Para a Selic, atualmente em 13,75%, a estimativa é de que a taxa termine o próximo ano em 11,75%.

“A taxa de juros poderia cair mais rapidamente em caso de um ajuste fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo”, afirmou a Fitch. A agência avalia, porém, que o Banco Central deverá manter os juros reais elevados diante das expectativas de inflação e da persistência da inflação de serviços.

“Isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.”

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