A Fitch Ratings rebaixou nesta sexta-feira, 10, o rating nacional de longo prazo da Rossi Residencial para ‘BB+(bra)’ (BB mais (bra)), de ‘BBB(bra)’, abaixo do grau de investimento. Ao mesmo tempo, a agência colocou o rating em observação negativa.

Segundo a agência, o rebaixamento reflete a pressão de refinanciamento da dívida corporativa de curto prazo, além das incertezas em relação à capacidade de a companhia recuperar seus indicadores operacionais e de crédito nos próximos dois anos. “Ainda que a expectativa da Fitch seja de que a Rossi apresente geração operacional de caixa positiva em 2015, beneficiada pelo elevado volume de entregas de projetos e menor necessidade de capital de giro, a estrutura de capital e o perfil de amortização da dívida da companhia continuam fracos, o que indica um contínuo desequilíbrio na relação geração de caixa futura, frente aos elevados compromissos financeiros até 2016”, afirma a agência em comunicado.

Na opinião da Fitch, o risco de frustrações em relação à geração de caixa operacional esperada aumentou consideravelmente para o setor de forma geral. Para a agência, o longo ciclo operacional do negócio, o ambiente econômico significativamente desfavorável para o setor e uma oferta de crédito mais seletiva e onerosa tendem a pressionar ainda mais os elevados distratos e aumentar os estoques. “Neste cenário, empresas com maiores necessidades de refinanciamento, como a Rossi, tendem a ficar mais expostas.”

Para a Fitch, a Rossi tem como desafio concentrar todos os esforços para monetizar seus projetos, ao mesmo tempo em que precisa manter a sustentabilidade dos negócios a médio prazo. “Grande parte dos projetos da companhia está prevista para ser entregue até o final de 2016, o que leva à priorização da geração de caixa para redução de dívida. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade de seus negócios está vinculada à retomada dos lançamentos, que inicialmente são consumidores de caixa, em um momento onde a companhia precisa envidar esforços no pagamento de dívidas.”