06/10/2010 - 3:07
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima nesta quarta-feira as previsões econômicas para os 16 países que integram a Eurozona em 2010 e 2011, embora tenha alertado para o fato de que o crescimento do bloco deve ser moderado e desigual.
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro crescerá 1,7% em 2010 e 1,5% em 2011, previu em seu relatório o FMI, que melhorou suas últimas perspectivas, divulgadas em julho (1% e 1,3%, respectivamente).
“Finalmente, a recuperação adquiriu certo vigor, mas seguirá sendo previsivelmente moderada e desigual”, advertiu o Fundo, aludindo à pior crise econômica vivida pela Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O continente continua enfrentando muitas dificuldades para deixar a crise para trás, principalmente em comparação com os Estados Unidos, cuja economia deve crescer 2,6% em 2010 e 2,3% em 2011, de acordo com o FMI.
O informe destaca ainda os desempenhos díspares entre os países que compartilham a moeda única.
A Alemanha, maior economia da região, reafirmará sua recuperação com um crescimento de 3,3% em 2010, antes de desacelerar para 2% em 2011, justamente em consequência do crescimento frágil de seus parceiros comerciais.
A França deve registrar um crescimento modesto de 1,6%, tanto em 2010 como em 2011, enquanto a atividade dos problemáticos PIGS – Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal – deve oscilar entre a contração e uma recuperação mínima.
“Estabelecer uma dívida pública sustentável continua sendo uma prioridade para várias economias europeias”, observa o FMI, após um ano no qual a Eurozona foi alvo nos mercados financeiros das piores turbulências de sua história, devido a seus problemas orçamentários.
Ainda que os programas de ajuste aplicados pelos governos europeus estejam no caminho certo, com o reequilíbrio das contas públicas, é necessário reforçar os planos a médio prazo. Além disso, considera o FMI, é possível fazer mais em matéria de reformas nos sistemas públicos, como as aposentadorias e a saúde.
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