12/06/2015 - 19:57
A Ucrânia não poderá usar as reservas de seu Banco Central para pagar os credores, no âmbito da atual renegociação da dívida do país – declarou nesta sexta-feira a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.
A Ucrânia precisa conservar importantes reservas monetárias para garantir o sucesso de seu programa de reformas econômicas “e, nesse sentido, as reservas do Banco Nacional ucraniano não podem ser utilizadas no serviço da dívida externa sem que o governo contraia mais dívida”, explicou Lagarde.
Segundo ela, isso “seria incompatível com o sucesso da operação”.
A declaração foi dada depois que os credores privados de Kiev sugeriram que as autoridades ucranianas se apoiem em suas reservas para quitar seus compromissos. A proposta foi imediatamente rejeitada pela ministra ucraniana das Finanças, Natalie Jaresko.
O premiê da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, reiterou as ameaças de suspender o pagamento da imensa dívida externa do país, caso fracassem as atuais negociações sobre sua reestruturação. Yatseniuk alega que o país deve financiar o conflito no estado separatista pró-russo.
O FMI acordou com Kiev um apoio financeiro de 17,5 bilhões de dólares em quatro anos, que devem servir de base para um programa de apoio de 40 bilhões de dólares da comunidade internacional. Em março, já foram entregues US$ 5 bilhões.
“As autoridades ucranianas são totalmente conscientes dos desafios que têm, incluindo os importantes riscos macroeconômicos que resultam do conflito não resolvido no leste do país”, comentou Lagarde.
“Reafirmaram sua determinação para corrigir os desequilíbrios econômicos que mantêm a Ucrânia no passado e aprofundar as reformas econômicas para alcançar um crescimento firme e duradouro. Acho que seus esforços merecem o apoio da comunidade internacional, incluindo o do setor privado, indispensável para o êxito desse programa” de ajuda, insistiu.
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