06/10/2010 - 9:39
A China deve reforçar o valor de sua moeda, o iuane, para que sua economia dependa menos das exportações e se oriente mais pela demanda interna, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu relatório semestral de previsões econômicas, divulgado nesta quarta-feira.
“Na China, é fundamental um reequilíbrio para aumentar o papel desempenhado pelo consumo das famílias no crescimento interno”, destacou o FMI.
“À medida em que uma valorização da moeda chinesa pode facilitar esse processo, outros países da região com superávit (comercial) poderão seguir o mesmo movimento”, afirmou.
A publicação do informe coincide com a reunião dos ministros das Finanças dos 187 países membros do FMI, que começa na sexta-feira em Washington sob o espectro de uma “guerra de divisas” que ameaça a economia mundial.
Europa e Estados Unidos acusam a China de manter uma política monetária que favorece suas exportações e seu crescimento – e que representa concorrência desleal em relação aos países ocidentais.
Pequim, no entanto, não deu até agora qualquer sinal de que aceita estas pressões.
O FMI manteve sem modificações suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que deve ser de 10,5% em 2010 e de 9,6% em 2011.
boc/ap