O FMI recebeu o pedido de ajuda financeira de Portugal, e vai analisá-lo “rapidamente”, anunciou seu diretor-gerente, Dominique Strauss Kahn, em um comunicado nesta sexta-feira.

“Estamos preparados para avançar rapidamente nesse pedido e manter conversações com o governo português”, disse o chefe do fundo.

O FMI une-se assim à União Europeia e ao Banco Central Europeu nos planos para ajudar Portugal a enfrentar seus problemas financeiros.

Os ministros europeus de Finanças fixaram nesta sexta-feira em torno de 80 bilhões de euros o montante de resgate de Portugal, que deverá aplicar um severo ajuste e um “ambicioso” programa de privatizações para se beneficiar desse plano destinado a salvar o país da bancarrota.

O plano “provavelmente será da magnitude de 80 bilhões de euros (115 bilhões de dólares)”, indicou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, durante uma reunião dos ministros em Godollo (Hungria).

A adoção por Portugal de medidas de austeridade “ambiciosas” e de reformas econômicas são “essenciais” para que esse país possa beneficiar-se do plano de ajuda internacional, declarou por sua vez o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

Lisboa decidiu na quarta-feira solicitar ajuda financeira para enfrentar seu problema da dívida.

Tendo resistido durante meses à pressão dos mercados, assim como de seus parceiros europeus, o premiê português, José Sócrates, justificou na quarta-feira a solicitação com a necessidade do país, após a rejeição parlamentar de seu novo plano de austeridade, o que “agravou de forma dramática a situação financeira” de Portugal, disse um porta-voz.

hh/sl/gde/lb