O FMI saudou nesta terça-feira a “etapa positiva” inaugurada com os anúncios de Pequim sobre uma maior flexibilidade de sua moeda, e afirmou que esta medida não terá “implicações diretas” sobre sua decisão de integrar ou não o iuane às moedas de referência internacional.

A reação do Fundo Monetário Internacional ocorreu minutos antes da segunda queda da taxa de referência do iuane em relação ao dólar, anunciada por Pequim na madrugada desta quarta-feira.

“O novo mecanismo (…) parece constituir uma etapa positiva que permitirá às forças do mercado ter um maior papel para determinar a taxa de câmbio”, avaliou mais cedo o FMI, referindo-se ao primeiro movimento de flexibilização da moeda chinesa.

O Banco Central da China desvalorizou na terça-feira o iuane, que caiu quase 2% frente ao dólar, uma decisão com a qual as autoridades esperam reativar a segunda maior economia do mundo.

Esta inesperada desvalorização visa a impulsionar as exportações e é a maior flutuação dos juros desde 2005, quando as autoridades criaram o atual sistema de cotação da moeda, também conhecida como renminbi (“moeda do povo”).