06/12/2014 - 0:32
A Frente al-Nosra, braço sírio da rede Al-Qaeda, reivindicou nesta sexta-feira a execução de um soldado libanês mantido como refém em represália à prisão de familiares de jihadistas, informou o centro americano de vigilância de sites islâmicos – SITE.
Em mensagem no Twitter, o grupo publicou uma foto afirmando que trata-se da execução do soldado libanês Alí al Bazaal
Na foto, o soldado aparece de joelhos sendo executado com um tiro na cabeça por trás, por um homem com um fuzil Kalachnikov.
“Caso as irmãs, que foram injustamente detidas, não sejam libertadas rapidamente, a pena de morte será aplicada contra outro dos nossos prisioneiros”, advertiu a al-Nosra.
Na mesma mensagem, o grupo jihadista declara que “o Exército libanês prossegue com suas ações covardes (…) detendo mulheres e crianças”. “A execução de um dos prisioneiros de guerra, Ali al Bazzal, é a mínima resposta”.
Ali al Bazzal integrava o grupo de 27 soldados e policiais libaneses sequestrados pelos jihadistas no início de agosto, durante combates em Aarsal.
Na quarta-feira, as autoridades libanesas prenderam uma ex-mulher e uma filha do chefe do grupo Estado islâmico (EI) Abu Bakr Al Bagdadi, e a mulher e dois filhos de um ex-comandante jihadista sírio da al-Nosra que passou ao EI, conhecido como Abu Ali al Chichani.
A al-Nosra, apesar de ser uma organização adversária do EI, havia acusado o governo libanês de fraqueza por “prender mulheres e filhos de mujahedines”.
Nesta sexta, em um vídeo no Twitter, Al Chichani, cercado por dois homens mascarados, declarou: “Se minha mulher e meus filhos não forem libertados rapidamente, não sonhem com a libertação dos militares, e as esposas e os filhos dos membros do Exército (libanês) serão nosso próximo alvo”.
Após a notícia da execução de Ali al Bazzal, os moradores de Bazzalié, localidade xiita do Bekaa, no leste do Líbano, montaram barricadas e queimaram pneus nas estradas, constatou a AFP.
Segundo uma fonte da segurança, homens armados pararam automóveis e sequestraram moradores sunitas da região.
O corpo de um homem de cerca de 30 anos, morador de Aarsal, foi encontrado baleado em uma estrada que leva a Bazzalié. “Provavelmente trata-se de um ato de vingança após a execução de Ali al Bazzal”, assinalou a fonte.