O multimilionário americano Kenneth Griffin foi quem pagou 43 milhões de dólares por uma das 13 cópias originais restantes da Constituição dos Estados Unidos, assinada pelos pais fundadores do país, informou nesta sexta-feira (19) a casa de leilões Sotheby’s.

Griffin, de 53 anos, fundador e administrador do fundo especulativo Citadel, que gerencia 39 bilhões de dólares, é o 47º homem mais rico dos Estados Unidos, segundo a revista Forbes, com uma fortuna estimada em 21 bilhões de dólares.

Este renomado colecionador de arte escolheu o Museu Crystal Bridges de Arte americana em Bentonville, Arkansas, de acesso gratuito, para expor a valiosa cópia da Carta Magna, uma das duas que ainda estão em mãos privadas.

“Quero assegurar que esta cópia da nossa Constituição estará disponível para que todos os americanos e visitantes possam vê-la e apreciá-la em nossos museus e outros espaços públicos”, declarou em um comunicado enviado pela Sotheby’s.

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“É uma honra” exibir esta cópia com a coleção de arte que conta a história do país, reagiu a presidente do comitê diretor do museu, Olivia Walton.

Os 43,2 milhões de dólares pagos por Griffin por esta cópia, que pertencia à colecionadora americana Dorothy Tapper Goldman, representam um recorde mundial para um documento histórico em leilão, segundo a Sotherby’s.

Embora estivesse inicialmente avaliada entre 15 e 20 milhões de dólares, o multimilionário teve que coçar o bolso devido à forte concorrência de um grupo de investidores em criptomoedas que tinha arrecadado 40 milhões de dólares em 72 horas para comprar o documento. Os organizadores prometeram devolver o dinheiro a quem contribuiu para a disputa.

O célebre texto, com o famoso preâmbulo “Nós, o Povo dos Estados Unidos, (…) proclamamos e instituímos esta Constituição para os Estados Unidos da América”, foi assinado em 17 de setembro de 1787 no Independence Hall da Filadélfia pelos pais fundadores do país, incluindo George Washington, Benjamin Franklin e James Madison.

Depois, foi ratificado pelos diferentes estados federados entre dezembro de 1787 no caso de Delaware até maio de 1790 em Rhode Island.

Selby Kiffer, especialista em manuscritos e livros antigos da Sotheby’s, explicou em setembro que esta cópia provavelmente fez parte de uma edição de 500 exemplares impressos na véspera da assinatura.