O australiano Julian Assange, fundador do site Wikileaks que divulgou milhares de documentos militares secretos sobre a guerra no Afeganistão, disse que não tem medo de “ser detido” em uma entrevista divulgada na quinta-feira pelo jornal El País.

“Não tenho problemas nem temo ser detido”, disse Assange depois de divulgar no domingo em seu site milhares de documentos confidenciais referentes sobretudo às baixas civis no Afeganistão.

O Pentágono criticou com veemência a divulgação desses arquivos secretos, afirmando que colocavam em perigo a vida dos informantes afegãos e ameaçavam os trabalhos de informação nesse país.

O presidente americano Barack Obama se declarou “preocupado” com um vazamento como este, capaz de “ameaçar pessoas ou operações” nos teatros de operações.

“Estávamos preparados para uma reação deste tipo. É de se esperar que queiram distrair as pessoas de suas responsabilidades nesta questão”, comentou Assange nas páginas do El País, segundo declarações obtidas por telefone de Londres.

Este especialista em informática australiano, que atua hoje como jornalista, destacou: “nossa única motivação é o serviço público, e estamos conscientes de que temos que oferecer histórias relevantes, que influenciem as pessoas”.

Ele ressaltou que as informações divulgadas no domingo “vêm de dentro do Paquistão e do Afeganistão”.

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