Um crescimento baixo das grandes economias mundiais é a principal ameaça para a recuperação mundial, que não pode depender apenas do crescimento das economias emergentes, afirmou nesta quinta-feira o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, em um artigo conjunto publicado ante do início da cúpula do G20 em Seul.

Uma recuperação completa da crise financeira global não pode ser alcançada apenas com o crescimento das economias emergentes, afirmou Geithner, em uma coluna conjunta publicada no Wall Street Journal com o ministro australiano da Economia, Wayne Swan, e seu colega de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam.

“O principal risco para o mundo não é a inflação nas economias avançadas, onde as expectativas de inflação são estáveis e de níveis relativamente baixos. O principal risco é que as economias avançadas não alcancem o crescimento que deveriam”, afirmam os três dirigentes.

“As economias emergentes, apesar de crescerem rapidamente, de forma coletiva representam apenas um terço do produto (interno bruto) global, e o crescimento para todo o mundo ainda não é suficiente”, acrescentaram.

A nota foi publicada nesta quinta-feira, horas antes do início em Seul da cúpula do Grupo dos 20 países desenvolvidos e emergentes, que conjuntamente respondem a 90% da economia mundial.

Os países devem trabalhar juntos para conjurar esta “recuperação de duas vias” – com crescimento lento nas nações desenvolvidas e rápido nos países emergentes-, e desenvolver “um novo marco de trabalho para cooperar para permitir taxas de câmbio que reflitam os fundamentos econômicos e apoiem as reformas de que necessitam”, assinalam os ministros.

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