15/03/2016 - 12:18
O vice-presidente executivo de Finanças da Gerdau, Harley Lorentz Scardoelli, disse nesta terça-feira, 15, em teleconferência com a imprensa, que a companhia não registrou nenhum efeito contábil por conta da Operação Zelotes e que não houve, dessa forma, nenhum provisionamento.
Nas notas explicativas no demonstrativo financeiro divulgado hoje, a Gerdau destaca que o valor total das autuações relativos à dedutibilidade do ágio gerado nos termos dos artigos 7º e 8º da Lei nº 9.532/97, da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), decorrente da reorganização societária realizada em 2004/2005, é de R$ 3,666 bilhões.
Segundo o documento, os assessores jurídicos tributários da Gerdau confirmam que os procedimentos adotados pela companhia, com relação ao tratamento tributário dos lucros gerados no exterior e à dedutibilidade do ágio, que ensejaram esses processos, observaram a “estrita legalidade”, e, portanto, são classificados como de perda possível e não provável.
Ainda em relação à Operação Zelotes, a Gerdau complementou em suas notas explicativas que a investigação interna está em andamento e que tem cooperado com a Polícia Federal.
“Na data de aprovação destas demonstrações financeiras, a companhia entende que não é possível prever sobre a duração ou o resultado da Operação da Polícia Federal ou da investigação interna. Adicionalmente, a companhia acredita que neste momento não existe informação suficiente para determinar se uma provisão para perdas é requerida ou divulgar qualquer contingência”, frisou a empresa no mesmo documento.