Ao chegar ao Senado no início da tarde desta segunda-feira, Gleisi  Hoffmann (PT-PR) foi recepcionada por um grupo de cerca de 15 pessoas  que se identificaram como integrantes da entidade Rosas pela Democracia.  Os manifestantes gritaram palavras de apoio, como “senadora Gleisi nos  representa!” e “golpistas, fascistas, não passarão”. Eles acompanharam a  petista até o momento em que ela entrou no plenário para discursar em  favor do marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, preso  pela Polícia Federal na semana passada.

Na tribuna, Gleisi  acusou a PF de cometer excessos a fim de espetacularizar o processo e  humilhar a sua família por motivações políticas. Segundo a parlamentar,  não há provas contra o marido e a prisão foi ilegal. Ela, que embargou a  voz duas vezes durante o discurso, disse que já chorou muito e que  sente uma profunda dor por Bernardo, pois o processo representa uma  condenação definitiva e “a absolvição, quando vier, não terá a mesma  força”. Gleisi declarou que a “sua luta” a partir de agora será provar a  inocência do companheiro na Justiça.