A montadora americana General Motors (GM) anunciou nesta quarta-feira que sua entrada na Bolsa de Nova York, na quinta, será a um preço de 33 dólares por ação, para um total entre 20,1 e 23,1 bilhões de dólares.

“O preço das ações foi fixado em 33 dólares”, indicou o grupo em um comunicado.

“A oferta total será de 20,1 bilhões de dólares ou de 23,1 bilhões de dólares, se forem levadas em conta todas as opções de emissão”, acrescenta, em referência à emissão de ações suplementares se a demanda for mais forte.

A nova GM, ressurgida de sua concordata em 2009, romperia assim o recorde americano para uma estreia na bolsa, estabelecido pela Visa em 2008 com 19,7 bilhões de dólares.

Se for confirmado o valor superior, baterá a marca mundial de 22,1 bilhões de dólares, conquistada pelo Banco de Agricultura da China em agosto passado.

Segundo um funcionário americano, o Estado espera obter um ganho líquido de, ao menos, 11,7 bilhões de dólares com as ações cedidas para a volta da montadora à Bolsa.

O funcionário destacou que o Tesouro aceitou vender 358 milhões de ações da GM, ao preço unitário de 33 dólares.

Com a comissão de 25 centavos por ação prevista aos bancos encarregados de colocar os títulos, o Tesouro prevê um ganho líquido de 11,7 bilhões de dólares.

A entrega das ações deve reduzir a participação do Estado no capital da GM “exatamente abaixo de 37%”, contra um total de 60,8%.

Em caso de maior demanda, o Tesouro pode ceder até 412 milhões de ações, com ganho líquido de 13,6 milhões de dólares, reduzindo a participação do Estado a 33,3% do capital da montadora.

A venda das ações ordinárias servirá para reembolsar os acionistas, especialmente o Estado americano, após a injeção de 49,5 bilhões de dólares para salvar a montadora durante a crise financeira.

O Estado canadense controla 11,7% do capital da GM, o sindicato americano UAW, 17,5%, e outras organizações, 10%.

A operação na Bolsa e seu sucesso esperado deve “animar” os consumidores dos Estados Unidos, que se afastaram da marca GM devido a má imagem provocada pelo socorro com dinheiro público, estimou Robert Schultz, analista da Standard and Poor’s.

“Isto vai reativar o interesse pelos produtos do principal grupo de Detroit”, destacou Robert Schultz.

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