14/01/2004 - 8:00
O mercado de eletroeletrônicos está assistindo à formação de uma curiosa aliança entre um gigante e um novato. O gigante é a chinesa TCL, maior fabricante de televisores do planeta, com faturamento de US$ 7 bilhões. Ela quer entrar no Brasil em grande estilo e dominar 20% do mercado nacional de televisores ? que hoje é de 4,8 milhões de aparelhos por ano ? até 2005. Para isso, veio buscar um sócio local que, ao seu lado, parece nanico. É a Sondai Eletronic, uma estreante no ramo que há três anos comprou a marca americana Cougar e montou uma fábrica em Manaus para produzir tevês e DVDs. Nem
bem foi inaugurada, em agosto, esta planta já está recebendo novos US$ 7 milhões para dar conta da produção da TCL.
A escolha de uma empresa com este perfil para uma parceria tão ambiciosa ? que enfrentará concorrentes como Sony ou Philco ?
tem uma boa explicação. A Sondai já nasceu programada para aproveitar uma oportunidade de mercado pouco explorada: a venda de tevês para as classe C e D. ?Nossa fórmula, ao contrário da dos concorrentes, é trabalhar com o Brasil de hoje, um país de média
para baixa renda?, revela Jack Magid, diretor da empresa. A idéia
é trabalhar com estrutura enxuta e aproveitar a escala dos chineses na área de compras.
Por trás da desconhecida Sondai há uma companhia chamada Magnum, empresa-mãe do grupo (que como um todo fatura R$ 150 milhões ao ano), com 13 anos de história no setor relojoeiro. Além de dona das marcas Magnum, Champion e Cosmos, a companhia é fabricante e distribuidora no Brasil de marcas como Adidas e Versace. Este pequeno império é obra do reservado Roberto Graziano, empresário paulista de 37 anos que começou a carreira na loja da família, fundou a Magnum em 1991 e foi colocando marca após
marca sob seu guarda-chuva. A partir de agora, Graziano tenta a sorte num mercado de gente grande.