13/09/2026 - 11:20
O Procon-SP emite um alerta urgente sobre o golpe do QR Code do Pix, que tem desviado pagamentos de lojas virtuais diretamente para contas de criminosos. Consumidores devem redobrar a atenção e verificar os dados do destinatário antes de autorizar qualquer transferência, a fim de evitar fraudes.
O que aconteceu
- Criminosos adulteram o QR Code do Pix em lojas virtuais para desviar valores pagos por clientes.
- Procon-SP orienta verificar nome, CPF/CNPJ e instituição do recebedor antes de confirmar a transação.
- Vítimas devem contatar o banco, registrar contestação e acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED).
A fraude altera o QR Code apresentado na página de pagamento. A adulteração também pode atingir o código utilizado na opção Pix “copia e cola”.
O valor da compra pode continuar correto. Por isso, conferir apenas a quantia não é suficiente para identificar o golpe.
Como o golpe do pix funciona?
A fraude se manifesta por meio da adulteração do QR Code gerado em páginas de pagamento de e-commerce. Ao invés de direcionar o dinheiro para o lojista, a leitura do código encaminha a quantia para uma conta bancária de criminosos. O mesmo artifício é aplicado ao código “copia e cola”, que também é modificado pelos golpistas.
Dessa forma, o consumidor finaliza a compra acreditando que o pagamento foi efetuado corretamente, mas o valor é desviado. É fundamental que os usuários estejam atentos, pois a quantia exibida para a transação pode permanecer a mesma, camuflando a alteração do destinatário.
O que verificar antes de pagar por pix?
Após ler o QR Code ou inserir o código “copia e cola”, o aplicativo do banco apresenta as informações do recebedor. Antes de confirmar, o consumidor deve verificar:
- Nome ou razão social do destinatário.
- CPF ou CNPJ apresentado.
- Nome da loja onde a compra foi realizada.
- Instituição responsável pelo processamento do pagamento.
- Valor total da operação.
Quando a loja utiliza uma empresa intermediadora, o nome exibido pode ser o da instituição de pagamento. Nesse caso, a informação deve corresponder àquela apresentada durante o processo de compra.
Se aparecer um destinatário desconhecido ou sem relação com a loja, o pagamento não deve ser concluído.
Fui vítima do golpe do pix. O que fazer?
Ao perceber que o dinheiro foi enviado para um destinatário diferente, o consumidor deve entrar imediatamente em contato com o banco ou a instituição de pagamento. A orientação é informar que a transação decorreu de fraude, registrar a contestação e solicitar a recuperação dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).
A contestação pode estar disponível diretamente no aplicativo da instituição financeira. O cliente também pode utilizar os canais oficiais de atendimento do banco. O consumidor deve ainda avisar a loja e guardar:
- Comprovante do Pix.
- Número e dados do pedido.
- Capturas da página de pagamento.
- Conversas e protocolos de atendimento.
- Dados exibidos pelo aplicativo bancário.
Qual o prazo para contestar um pix fraudulento?
As regras atuais permitem a contestação pelo MED em transações realizadas há até 80 dias. Apesar do prazo, o pedido deve ser feito o mais rapidamente possível. Quanto antes a fraude for comunicada, maior pode ser a possibilidade de bloqueio do dinheiro ainda disponível nas contas envolvidas.
A abertura do procedimento não garante a devolução. O caso será analisado pelas instituições financeiras, e a recuperação dependerá, entre outros fatores, da identificação da fraude e da existência de saldo. O guia do Banco Central estabelece que o mecanismo é destinado a casos de golpe, fraude ou crime.
O MED não deve ser utilizado para simples erro no preenchimento do Pix, envio voluntário à pessoa errada ou desacordo comercial com o vendedor.
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