Depois de diversos rumores de que teria um serviço de streaming de músicas baseado no YouTube, o Google finalmente lançou o Music Key. “Entramos neste mercado para virar o jogo”, afirmou Christophe Muller, diretor de parcerias musicais do YouTube, no lançamento da nova plataforma.

A partir desta quinta-feira 13, alguns usuários do aplicativo móvel da plataforma de vídeos tiveram acesso às alterações, que tornam o YouTube em um competidor de peso para Deezer, Spotify, Pandora, Rdio, Rhapsody, Microsoft e Sony.

Com as mudanças, o usuário pode baixar vídeos do YouTube no celular para assistir ou apenas ouvir offline. O internauta terá ainda acesso a listas temáticas de músicas com curadoria da plataforma e vai conseguir ouvir ao YouTube mesmo enquanto estiver usando outro aplicativo, ou com o smartphone bloqueado.

O acesso ao Music Key poderá ser gratuito, com propagandas, ou com uma mensalidade ainda não definida (os usuários que tiveram acesso antecipado vão pagar US$ 10).

Entre as músicas disponíveis no Music Key, estão Shake it Off e Blank Space, carros -hefe do CD 1989, da cantora Taylor Swift. A americana retirou todas as suas músicas do site de streaming Spotify, pois não concordava com o pagamento de US$ 0,006 feito por cada vez que suas canções eram executadas por algum usuário. “Nós teremos diversas maneiras de remunerar o artista, com valores que, tenho certeza, eles vão achar interessantes”, afirmou Muller.

O número de usuários que o YouTube pode ser o principal diferencial da nova plataforma, segundo Mark Mulligan, analista da consultoria britânica Media Research. Ele lembra também que o aplicativo do YouTube já vem instalado nos celulares Android, cuja base instalada somava 800 milhões no fim do ano passado.

Será que o Google conseguirá aumentar o número de pessoas que pagam para ouvir música online? Em pesquisa, a Media Research descobriu que apenas 7% dos britânicos pagariam uma mensalidade para escutar música sem interferência de publicidade. Em contrapartida, quase a totalidade dos usuários não reclamariam de ouvir músicas em meio a peças publicitárias, desde que não tivessem de pagar.

As empresas que hoje estão no mercado ainda enfrentam dificuldades para aumentar a base de usuários pagos. O Spotify tem 40 milhões de clientes, mas apenas um quarto deles paga. O Pandora, a maior plataforma de áudio na rede, tem 70 milhões, mas menos de 10% concorda em fazer uma assinatura mensal. “As pessoas gostam bastante de músicas”, afirma James L. McQuivey, analista da consultoria americana Forrester Research. “Mas poucas estão dispostas a gastar dinheiro com isso.”