30/04/2026 - 17:50
O governo federal implementará uma nova fase do programa Move Brasil, com aporte de R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$ 6,7 bilhões do BNDES para viabilizar linhas de crédito para compra de caminhões e ônibus, disse nesta quinta-feira, 30, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa.
+ Dívida pública bruta do Brasil sobe mais que o esperado em março, a 80,1%, mostra BC
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em evento no Palácio do Planalto que as linhas de crédito do programa terão taxas de juros mais baixas e prazos mais longos do que a primeira fase da iniciativa.
Durigan acrescentou que, em outra frente, o governo fará um aporte de R$ 2 bilhões ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para linhas de crédito voltadas para pequenas e médias empresas.
Inicialmente voltado apenas para caminhões, o programa agora também financiará a compra de ônibus, micro-ônibus e equipamentos como reboques e carrocerias, informou em nota o BNDES, que vai operacionalizar os financiamentos.
As condições da linha do Move Brasil serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os financiamentos terão 12 meses de carência e prazo total de até dez anos (o dobro do prazo previsto na linha lançada na primeira etapa do programa). O valor máximo financiável por beneficiário será de R$ 50 milhões, segundo o BNDES.
As condições das operações serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, segundo o banco de fomento, mas Durigan adiantou no evento que as taxas de juros ficarão entre 11% e 12% ao ano, contra taxas entre 14% e 15% na primeira etapa do programa.
Do volume total de aportes ao programa, R$2 bilhões serão destinados exclusivamente a financiamentos para trabalhadores autônomos.
Os recursos só poderão ser usados na aquisição de veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES.
