20/05/2015 - 8:38
O decreto sobre a questionada reforma dos estabelecimentos de ensino secundário na França foi publicado nesta quarta-feira, uma ação criticada imediatamente pelos opositores ao projeto, um dia após uma greve de professores, apesar da promessa do governo de prosseguir com o diálogo.
O primeiro-ministro, Manuel Valls, havia declarado na terça-feira que a reforma seria aplicada e o decreto “publicado o mais rápido possível”, apesar da greve de professores e das críticas da oposição.
O decreto prevê a entrada em vigor da reforma “a partir do início do ano escolar de 2016”.
Os sindicatos denunciaram imediatamente uma medida de força do governo, e inclusive uma provocação, segundo o principal sindicato de professores do ensino secundário, o SNES.
Líderes da oposição também criticaram duramente a publicação. A vice-presidente do partido de direita UMP, Nathalie Kosciusko-Morizet, estimou que esta decisão mostra um profundo desprezo por parte do governo, cuja palavra não vale nada.
A ministra da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, rebateu nesta quarta-feira as acusações de precipitação na adoção da reforma.
“Era necessário publicar este decreto para poder passar à próxima etapa, ou seja, os textos de aplicação que responderão às inquietações” dos professores, disse.
Na terça-feira, milhares de professores protestaram para se opor a esta reforma.
Entre os elementos criticados da mesma figura a proposta de reduzir o ensino de latim e grego, a supressão de aulas bilíngues que envolvem apenas uma minoria de alunos e a maior autonomia dada às escolas.
Os opositores do projeto consideram que esta última medida pode discriminar alguns alunos em função do estabelecimento onde estudam.