A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo  federal vai ser rígido na apuração de responsabilidades pela catástrofe  nas barragens de Mariana, em Minas Gerais.

Segundo  Izabella, a mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, será  obrigada a fazer toda a limpeza e reconstituição integral do meio  ambiente em toda a região atingida pelo rompimento das barragens. Sobre a  aplicação de multa, Izabella disse que ainda aguarda mais informações  sobre as causas do acidente e ações da empresa, mas garantiu que o  governo não vai ‘flexibilizar’.

“Temos que verificar as  condições. O Ibama está monitorando tudo e terá relatórios de danos. Se  couber aplicação de multa federal, nós aplicaremos. Seremos rígidos. Não  tem essa história de achar que a pessoa não pune etc. Vai ter punição.  Tem que, pela legislação brasileira, restaurar ambientalmente. Não  podemos dizer quais são as causas, mas a responsabilidade legal é da  empresa”, disse Izabella.

Na segunda-feira, a ministra tem  um encontro agendado com os governos de Minas Gerais e do Espírito  Santo para discutir o tema, além de tratar de possíveis mudanças nas  regras de licenciamento e fiscalização ambientais.

“O  governo federal atua de maneira coordenada com o Ministério da  Integração e Defesa Civil. Colocamos todos os nossos insumos à  disposição. Temos que verificar o caráter preventivo e se a legislação  que está proposta é suficiente ou não para fazer esse enfrentamento.  Minas Gerais tem sido alvo de rompimentos de barragens, e esse acidente  não está associado a período de chuvas”, afirmou a ministra.

No  momento atual, os esforços se concentram em socorrer as vítimas, apoiar  as famílias e adotar ações para garantir o abastecimento de água da  região suportada pelo Rio Doce, que segue para o Espírito Santo.

“É  um desastre de dimensão catastrófica. Para você ter uma ideia, se a  gente comparar o volume de lama desse acidente, chega a ser até seis  vezes o volume do maior acidente nacional ocorrido nos últimos dez anos.  O maior incidente nesse período foi de 10 milhões de metros cúbicos,  esse é de 50 milhões”, comentou a ministra.

Segundo  Izabella Teixeira, os impactos na fauna são extremamente graves,  envolvendo mortandade de peixes e animais de pequeno porte, além de  afetar áreas da floresta de preservação permanente.