O governo tentará retardar na Justiça o processo de impeachment da  presidente Dilma Rousseff. O PT questionará nesta segunda-feira, 21, a  inclusão da delação do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral  (sem partido-MS) no pedido de impedimento, que, inicialmente, tratava  apenas das chamadas “pedaladas fiscais”.

O líder do partido  na Câmara, Afonso Florence (BA), disse esperar, inicialmente, que o  presidente da comissão especial do impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF),  não acate o aditamento. Rosso, no entanto, diz não poder fazer nada  porque a delação já estava no processo quando a comissão especial  começou a funcionar.

A segunda estratégia do Poder  Executivo será apresentar questões de ordem e, caso não sejam atendidas,  haverá apelação ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O apensamento é  improcedente. Delação é objeto de abertura de investigação. Havendo  necessidade, vamos ao Supremo”, disse Florence, para quem “a oposição  está se especializando em golpe”.

Somente após uma  definição a respeito da inclusão da colaboração premiada é que o  Executivo deve decidir se usará ou não todas as sessões a que tem  direito para apresentar a defesa. Já ocorreram duas das dez sessões  plenárias que Dilma tem para se defender. O presidente da comissão  especial do impeachment da Câmara disse à reportagem que fará na sessão  desta tarde um apelo para evitar a protelação.