21/09/2026 - 19:04
Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta segunda-feira (21) a última proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes votaram contra a oferta, resultando na manutenção da greve nacional da Caixa que já se estende desde 10 de setembro. A paralisação continua nesta terça-feira (22), com o principal impasse centrado no plano de saúde Saúde Caixa.
O que aconteceu
- Empregados da Caixa Federal mantêm greve nacional após rejeitarem a última proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho em assembleia virtual.
- O ponto central do impasse nas negociações é o plano de saúde Saúde Caixa, com propostas de mudanças significativas na contribuição de titulares e dependentes.
- A proposta rejeitada também incluía ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa e a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil.
A votação ocorreu entre 11h e 18h. Após o resultado, o comando de greve se reuniu para discutir os próximos passos. A paralisação continua, reiterando a posição dos trabalhadores.
O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, o plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores. Este item tem sido o foco das discórdias entre as partes, impedindo um acordo.
Quais as mudanças propostas no saúde caixa?
Pela proposta apresentada e rejeitada, a contribuição dos titulares passaria a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para os dependentes diretos, a mensalidade seria de R$ 560, valor considerado alto pela categoria.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, ficaria em 9% do total da remuneração. Esta é uma das condições que gerou insatisfação entre os bancários.
Em relação à proposta anterior, a Caixa também tentou reduzir de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e manteria a isenção de coparticipação na telemedicina, buscando suavizar alguns pontos sem sucesso.
Outros pontos da proposta rejeitada
Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa apresentou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa, um dos benefícios importantes para os funcionários.
Entre as medidas previstas para o segundo semestre deste ano estavam a ampliação da premiação inicial por habilitação, de 25% para 50%, mudanças nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados, visando aprimorar o sistema de reconhecimento.
O banco também informou que não haveria penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Segundo a proposta, os projetos continuariam em fase piloto e seriam discutidos com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.
A Caixa manteve a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano, um incentivo financeiro adicional que não foi suficiente para selar o acordo.
Como a greve da caixa federal foi deflagrada?
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco, solidificando a paralisação.
A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações desde o início do movimento.
Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária, de forma mais ampla, já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo geral da Fenaban prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos, além de medidas relacionadas à saúde mental, ao combate ao assédio e ao direito à desconexão, que são pautas importantes para toda a categoria.
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