O ministro Mauricio Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), concedeu uma decisão liminar que estabelece a manutenção de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, durante a greve que teve início em 10 de setembro.

O que aconteceu

  • Liminar do TST assegura que 60% dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal devem permanecer em atividade durante a paralisação.
  • A decisão judicial foi proferida após a Caixa ajuizar um dissídio coletivo de greve contra confederações de trabalhadores.
  • A instituição financeira justificou a medida pela necessidade de serviços essenciais e impasse no modelo de custeio do Saúde Caixa.

A medida do ministro Mauricio Godinho Delgado foi tomada após a Caixa Econômica Federal ingressar com um dissídio coletivo de greve. A ação foi movida contra a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e a Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) na véspera da decisão.

No pedido formulado ao Tribunal Superior do Trabalho, a Caixa solicitou inicialmente a manutenção de 80% do quadro de pessoal em suas atividades. A justificativa apresentada pela empresa era o potencial impacto direto em serviços considerados essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.

Quais os motivos para a paralisação da Caixa?

Além da questão dos serviços essenciais, a Caixa Econômica Federal argumentou que não houve consenso nas negociações com os trabalhadores. Um dos pontos centrais de divergência foi o novo modelo de custeio do plano de saúde da empresa, o Saúde Caixa, tema recorrente nas discussões entre a instituição e seus empregados.

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