Bancários da Caixa Econômica Federal mantêm a paralisação nacional por tempo indeterminado, pressionando a direção do banco público por melhorias nas condições de trabalho e remuneração. O movimento, que se estende de Norte a Sul do país, é impulsionado pelo impasse no plano de saúde Saúde Caixa e a demanda por recomposição salarial. A categoria busca reverter a sobrecarga de trabalhadores com mensalidades crescentes do plano de assistência.

O que aconteceu

  • A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal segue por tempo indeterminado em todo o Brasil.
  • O principal ponto de discórdia é o plano de saúde Saúde Caixa, com a categoria exigindo a retirada da trava de custeio.
  • Além da saúde, os trabalhadores reivindicam ganho real de salário, fim do assédio moral e mais contratações.

A mobilização nacional reflete uma forte divisão interna e um descontentamento generalizado com as cláusulas econômicas e assistenciais propostas. Em assembleias regionais promovidas por sindicatos de Norte a Sul do país — a exemplo do Rio Grande do Sul, onde 24 bases sindicais votaram pela rejeição e 14 pela aprovação —, a maioria dos bancários optou por manter a paralisação como forma de pressionar a direção do banco público a reabrir as negociações.

O impasse do plano de saúde Saúde Caixa

O ponto central do impasse nacional gira em torno do plano de assistência à saúde dos empregados, o Saúde Caixa. A categoria exige a retirada da trava de custeio que limita a participação do banco nos custos do plano a um teto percentual sobre a folha de pagamento.

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a manutenção desse limite sobrecarrega os trabalhadores ativos e aposentados com mensalidades crescentes e coparticipações elevadas. Isso, na visão da entidade, inviabiliza a sustentabilidade financeira das famílias.

Além da pauta da saúde, os trabalhadores reivindicam recomposição salarial com ganho real acima da inflação. Melhoria nas condições de trabalho, fim do assédio moral por metas e a contratação de novos empregados para suprir o déficit de pessoal nas agências de todo o país são outras exigências.

Como a paralisação afeta o atendimento da Caixa?

Com a adesão contínua ao movimento, o atendimento nas agências da Caixa segue parcialmente afetado nacionalmente. Embora os canais digitais, aplicativos e caixas eletrônicos continuem funcionando para operações básicas, o atendimento presencial para serviços complexos registra demoras e contingenciamento.

Serviços como contratação de crédito imobiliário, aberturas de contas e esclarecimentos sobre benefícios sociais são impactados. O Comando Nacional reafirma que a greve prossegue por tempo indeterminado até que uma nova mesa de negociação seja convocada com avanços concretos nas cláusulas de saúde e remuneração.

A direção da Caixa Econômica Federal, por sua vez, reitera que mantém os canais de diálogo abertos com as entidades representativas.

Leia mais