Mais de 460 voos da empresa foram afetados em toda a Alemanha, incluindo um com destino a Guarulhos.Pilotos e tripulantes da maior companhia aérea da Alemanha, a Lufthansa, fazem greve de 24 horas nesta quinta-feira (12/02), causando uma onda de cancelamentos de voos. A paralisação terá impacto em todas as partidas de aeroportos alemães, incluindo Frankfurt e Munique – o primeiro com voos para São Paulo e Rio de Janeiro, e o outro, para São Paulo alguns dias da semana.

A decisão de parar por um dia veio dos sindicatos de pilotos e dos comissários de bordo, que pedem, entre outras coisas, melhorias no sistema de pensões para pilotos da companhia aérea e manutenção de empregos e na Lufthansa Cargo.

De acordo com uma estimativa da Associação Alemã de Aeroportos (ADV), mais de 460 voos foram cancelados em toda a Alemanha devido à greve, afetando 69 mil passageiros.

A operadora do aeroporto de Frankfurt estima que foram cancelados 450 dos 1.117 voos programados para sair do local, incluindo um voo para São Paulo, remarcado para sexta-feira. Os números se referem a todas as companhias aéreas, mas a grande maioria dos cancelamentos é relativa à Lufthansa.

Em Munique, foram cancelados 275 dos 920 voos programados. Outros aeroportos também tiveram cancelamentos.

A empresa aérea informou que estava tentando remarcar os passageiros para voos de companhias parceiras e outras empresas do grupo Lufthansa, como a Swiss, Austrian Airlines e Brussels Airlines, e recomenda que clientes com viagens programadas consultem o status do voo nos canais oficiais.

A Lufthansa criticou as greves como “desproporcionais”, e disse que espera normalizar os voos na sexta-feira.

Qual a demanda dos sindicatos?

Os cerca de 4.800 pilotos que trabalham na Lufthansa e na sua divisão de carga, a Lufthansa Cargo, pressionam as empresas a pagar maiores contribuições previdenciárias, em uma negociação que se estende desde o ano passado, sem avanços.

O sindicato dos comissários de bordo convocou separadamente seus membros da CityLine, companhia aérea de curta distância da Lufthansa, para entrar em greve devido ao fechamento planejado de suas operações de voo e ao que chama de “recusa contínua do empregador em negociar um plano social coletivo”. No total, a greve envolve cerca de 20 mil trabalhadores.

O diretor de recursos humanos da Lufthansa, Michael Niggermann, afirmou na quarta-feira que a “escalada é completamente desnecessária”, dizendo que as exigências do sindicato eram excessivas e que apenas as negociações poderiam resolver os conflitos.

Ele disse que a empresa principal da companhia aérea, a Lufthansa Airlines, “não tem margem financeira” para lidar com os custos adicionais.

sf/cn(AP, DW)