06/03/2023 - 6:39
O fundador do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgueni Prigozhin, que mantém seus combatentes na frente de batalha no leste da Ucrânia, voltou a reclamar da falta de munição e atribuiu os atrasos na entrega a uma possível “traição”.
“Ordens de entrega foram emitidas em 23 de fevereiro. Mas até o momento a maior parte da munição não foi enviada”, afirmou Prigozhin em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
O atraso, disse o empresário, tem duas eventuais razões: “burocracia comum ou traição”.
Os combatentes do grupo Wagner estão na linha de frente da batalha por Bakhmut, uma cidade do leste da Ucrânia que a Rússia tenta conquistar há vários meses e onde as forças de Moscou e Kiev sofreram grandes baixas.
No mês passado, Prigozhin fez duras críticas ao ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, e ao comandante do Estado-Maior, Valeri Guerasimov. Ele acusou os dois de “traição” pelo atraso na entrega das munições ao grupo Wagner.
Poucos dias depois, Prigozhin anunciou que as munições finalmente seriam entregues.
Em um vídeo publicado no fim de semana, Prigozhin disse que “se o grupo Wagner sair agora de Bakhmut, toda a frente desabará”.
Apesar das tensões entre Wagner e o exército, as tropas russas avançaram para as proximidades de Bakhmut nos últimos dias e ameaçam cercar a cidade, que os ucranianos continuam defendendo.
