21/12/2022 - 17:20
O grupo paramilitar Wagner está planejando recrutar mulheres nas prisões russas e enviá-las a combater na Ucrânia, após ter feito o mesmo com os homens, informou seu diretor, Yevgueny Prigozhin, nesta quarta-feira (21).
“Não só como enfermeiras ou operadoras, mas também em grupos de sabotadores e equipes de franco-atiradores. Todos sabemos que isto já foi feito maciçamente”, afirmou Prigozhin.
O presidente do grupo Wagner se referiu às franco-atiradoras e às mulheres que lutaram na resistência durante a Segunda Guerra Mundial e que a propaganda soviética destacou.
“Estamos trabalhando nesta direção. Há resistências, mas penso que vamos superá-las”, prosseguiu Prigozhin, citado por seu serviço de imprensa no Telegram.
Prigozhin respondeu desta forma a uma mensagem de um político russo eleito dos Urais, que dizia que as mulheres detidas em uma prisão da cidade Nizhny Tagil tinham-lhe pedido para ser enviadas para o front para ajudar o exército russo.
Nos últimos meses, o grupo Wagner tem estado sob suspeita de ter recrutado vários detentos em presídios na Rússia, e depois, enviá-los para lutar na linha de frente na Ucrânia, com a promessa de reduções de penas e salários atraentes.
Desde 2014, o grupo foi acusado de servir clandestinamente aos interesses do regime do presidente russo, Vladimir Putin, e de cometer abusos em várias áreas de conflito, especialmente na Síria e em países africanos.
Em setembro, Prigozhin, de 61 anos, admitiu ter fundado esta organização depois de tê-lo negado durante anos, e que agora opera abertamente na Rússia – um indício de uma certa escalada de seu poder e influência.
