15/05/2014 - 0:51
A Guarda Nacional Bolivariana deteve 105 manifestantes nesta quarta-feira em Caracas, durante incidentes em um protesto estudantil exigindo a libertação de colegas presos nos últimos dias, informou Manuel Quevedo, comandante da GNB na capital venezuelana.
“Se procedeu a detenção de 105 cidadãos”, sendo 16 mulheres e 89 homens, entre eles 11 menores, disse o general Quevedo, retificando informação precedente de 80 detidos.
O militar revelou que dois membros da Guarda Bolivariana ficaram feridos nos incidentes: um capitão que recebeu um golpe no capacete e um sargento – Luis Morales Rodríguez – que foi atropelado quando “tentavam impedir a retirada dos estudantes detidos”.
O movimento estudantil venezuelano convocou uma mobilização nesta quarta no setor leste de Caracas que tinha como objetivo chegar à sede da Procuradoria, no centro. Mas, na última hora, os manifestantes mudaram de rumo e seguiram para os escritórios da ONU na Venezuela.
“O governo aplica um ‘psicoterror’. Cada vez menos pessoas atendem às convocações. A intimidação vem dando resultado”, disse à AFP um dos jovens que participavam da passeata, pedindo para não ter a identidade revelada.
Um grupo de manifestantes atacou as forças de segurança com pedras e fogos de artifício diante do Ministério do Turismo e foi dispersado com bombas de gás lacrimogêneo.
Quando os caminhões com os detidos começavam a se deslocar pela avenida principal da região de Chacao, onde acontece a maioria dos protestos opositores, um grupo ainda tentou bloquear a via.
A Venezuela completou mais de três meses de protestos oposicionistas contra a criminalidade, a detenção de estudantes, a inflação de 60% ao ano e a escassez de produtos básicos, como café, leite ou açúcar. No total, 42 pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas.
pc-str/dm/lr