A Guarda Costeira americana encontrou nas últimas horas novos destroços do cargueiro “El Faro”, naufragado com 33 tripulantes a bordo, mas continua sem encontrar sobreviventes, conforme as esperanças diminuem, informou nesta quarta-feira a entidade.

“Encontramos mais destroços, restos de comida e detritos, além de um colete salva-vidas e um traje de sobrevivência, mas não havia ninguém em seu interior”, indicou à AFP o sub-oficial Jon-Paul Ríos da Guarda Costeira de Miami, Florida.

Agora que já se passou quase uma semana desde o último sinal do cargueiro, na quinta-feira passada, as equipes de resgate, que mantém intensas buscas por ar e por mar na zona próxima às Bahamas, onde acredita-se que a embarcação naufragou, advertem que são baixas as probabilidades de encontrarem alguém com vida.

“A medida que passa o tempo se torna mais difícil encontrar sobreviventes”, afirmou Ríos.

A Guarda Costeira percorreu ma extensa área no oceano de mais de 172 mil milhas náuticas quadradas atrás de pistas do cargueiro de 225 metros de comprimento que levava a bordo uma tripulação de 28 americanos e 5 poloneses quando foi atingido pelo forte furacão Joaquim.

“El Faro”, que transportava centenas de contêineres e veículos de Jacksonville, Florida, para Porto Rico, enviou um último sinal de satélite na manhã da quinta-feira passada, quando perdeu propulsão e afundou.

As autoridades disseram que o barco naufragou na sexta-feira. Até agora a Guarda Costeira encontrou apenas partes do corpo de uma pessoa em um traje de sobrevivência.

A americana Junta Nacional de Segurança do Transporte (NTSB) iniciou na terça-feira uma investigação para desvendar, entre outras informações, por quê o “El Faro” zarpou e não desviou da rota que o levou em direção ao furacão. As investigações podem durar meses.

A empresa proprietária do barco de bandeira americana, Tote Maritime, disse que colabora com a investigação e que fará uma própria sobre seus níveis de segurança.

Joaquim perdeu força nesta quarta-feira e é considerado agora uma tempestade tropical sobre águas abertas no Atlântico Norte, e é esperado que se dissipe nos próximos dias, informou o Centro Nacional de Furacões americano.

O furacão, que chegou à categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5, com ventos destrutivos de 215 km por hora, deixou destroços nas Bahamas e danos menores nas Bermudas.