O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araujo, afirmou nesta segunda-feira, 4, que há mais de três empresas interessadas na participação de 50,9% da empresa na distribuidora Celg D. Segundo o executivo, são empresas nacionais e estrangeiras. Casado voltou a afirmar que a expectativa é de que a venda seja concluída até 30 de junho.

Ele negou que a crise política possa interferir no processo de venda de Celg e lembrou que já há empresas interessadas no negócio. “O leilão (da Celg) tem vida própria”, disse em entrevista coletiva.

A respeito do leilão de transmissão de 13 de abril, afirmou que a Eletrobras será cautelosa. “Estamos sendo muito restritivos e vamos olhar caso a caso”, afirmou. O executivo também disse que a empresa não pretende ir a mercado neste ano. O orçamento divulgado pela Eletrobras para investimentos em 2016 é de R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 10,5 bilhões de investimentos corporativos e R$ 2,7 bilhões de SPEs (Sociedades de Propósito Específico).

De acordo com Casado, a empresa investe, historicamente, de 70% a 80% do orçamento. O diretor acrescentou que o dinheiro com a venda da Celg não está sendo considerado para os investimentos. “Nem considerei no fluxo de caixa o ingresso de recursos da Celg.”

Sobre o corte no Orçamento federal, que irá reduzir a capitalização da Eletrobras em 2016 de R$ 5,95 bilhões para R$ 1 bilhão, afirmou não ter sido informado sobre o assunto.

O executivo voltou a declarar que a Eletrobras não tem plano B para suas distribuidoras Cepisa, Ceal, Eletroacre, Ceron, Boa Vista Energia, Amazonas Distribuidora. A única alternativa em análise na companhia é um aporte de capital a ser feito pela União, paralelamente à renovação das concessões, para posterior privatização. Esse aporte seria da ordem de R$ 7 bilhões.

Casado também afirmou que foram feitos testes de impairment em nove projetos da companhia. “O ajuste de impairment é para trazer o valor justo do ativo.