Pesquisa feita pelo Datafolha com 315 deputados federais mostra que  hoje há mais parlamentares decididos a votar a favor do impeachment da  presidente Dilma Rousseff do que contra a medida. Segundo levantamento  publicado na edição desta segunda-feira, 21, no jornal Folha de S.  Paulo, 42% dos deputados da Câmara se dizem a favor do afastamento da  petista, o equivalente a 215 votos. Para que o impeachment seja  aprovado, são necessários 342 deputados a favor, ou dois terços do  total, faltando portanto 127 votos. Em contrapartida, 31% dos membros da  Câmara são contra o impedimento de Dilma – o equivalente a 159 votos,  ou 12 a menos do que Dilma Rousseff precisa reunir para derrubar a  proposta.

Pela mostra, nenhum dos lados reúne votos  suficientes para manter ou afastar a presidente da República. Isso  porque 27% dos pesquisados, ou 138 deputados, disseram que ainda não se  definiram ou não responderam, e a decisão sobre o impeachment deverá  passar por esses votos. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e  18 de dezembro. Mesmo em sua base aliada, 26% dos deputados dizem que  pretendem votar a favor do impeachment, taxa que sobe para 33% no PMDB.

No  primeiro levantamento feito pelo Datafolha sobre o tema na Câmara dos  Deputados, entre os dias 19 a 28 de agosto, 39% dos parlamentares se  posicionaram a favor do impeachment e 32% contra. Mesmo que a Câmara  aprove a abertura do processo de impedimento da presidente da República,  pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana  passada, o Senado é quem vai decidir se o processo seguirá adiante.

Cunha

O  Datafolha perguntou também sobre a situação do presidente da Casa,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para 62% dos deputados pesquisados, ele deveria  tomar a iniciativa de sair, na mostra anterior o porcentual dos que  defendiam sua saída era de 45%. Indagados sobre uma eventual votação por  sua cassação, os favoráveis somam 60%, contra 35% na pesquisa anterior e  os que votariam contra somam agora 8% contra 13% na pesquisa anterior.