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OS NOVOS SÓCIOS: Alberto Saraiva e Eunice Schleier vão usar a marca Habib’s para atrair mais clientes à Bib’s Tur

HÁ ANOS OS NEGÓCIOS DO Grupo Habib’s incluem muito mais que esfihas em seu cardápio. A gestão da rede de fast-food conta com uma característica peculiar, partindo da premissa de que quanto menor a terceirização, melhor. O conceito começou a ser colocado em prática no início da operação da companhia, em 1988. De lá para cá, dez empresas de segmentos diferentes foram abertas pelo fundador, Alberto Saraiva. Entre elas, uma panificadora, uma indústria de sorvetes, um doceria e uma agência de publicidade. Agora, a rede acaba de estrear no ramo do turismo, com a inauguração da agência Bib’s Tur.

A primeira loja foi aberta no bairro paulistano do Morumbi e recebeu investimento de R$ 450 mil. Saraiva, porém, tem um plano ainda mais ambicioso. Ele reunirá grande parte dos negócios que possui em um complexo, cuja âncora será um posto de gasolina. O projeto encontra-se em fase de estudos e, se for viável, deve ser colocado em prática ainda neste ano. Um bairro paulistano deverá abrigar o primeiro posto do Habib’s e as outras lojas da rede, entre elas um restaurante, uma padaria, sorveteria, imobiliária e a nova agência de viagens. “Se até o Carreour tem posto de gasolina, por que não podemos ter também?”, pergunta o executivo.

A ideia de abrir o complexo surgiu em um dia comum de trabalho, quando ele voltava para casa. Saraiva parou em um posto para abastecer o veículo, dirigido por seu motorista, e reparou no tempo que as pessoas gastavam no local. “A maioria dos postos não oferece um lugar agradável, com banheiros limpos e uma bela decoração. Quero reunir isso com lojas de vários ramos em um só lugar”, comenta Saraiva. Além de atender pessoas de diferentes classes sociais e gostos diversificados, o futuro complexo Habib’s também vai encher o tanque das motos e carros de entrega da rede. A meta é reduzir em 40% os gastos com reembolso de combustível aos funcionários e parceiros. A marca emprestaria sua imagem para reforçar a qualidade dos serviços prestados ali.

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A iniciativa é fruto da maneira como Saraiva encara os negócios. Inquieto e bem-humorado, o empresário trabalha 16 horas por dia e aproveita os finais de semana para visitar algumas das lojas. “O Habib’s já deu certo, mas sempre quero começar algo novo do zero, aproveitando o reconhecimento que a empresa conquistou durante todos esses anos”, diz ele. É o caso da Bib’s Tur. A agência, que acaba de entrar em funcionamento, atenderá qualquer pessoa ou empresa interessadas em serviços de viagem. “Será a primeira de várias lojas que pretendemos abrir em São Paulo”, diz Eunice Schleier, sócia de Saraiva na Bib’s Tur.

Apesar de estar de olho em outros segmentos, Saraiva não descuida dos negócios já consolidados. Melhorar o atendimento nos restaurantes é uma das preocupações dele. Tanto que, em janeiro deste ano, a rede lançou uma universidade corporativa. O intuito é padronizar a qualidade de serviços e oferecer um plano de carreira estruturado aos 17 mil colaboradores da rede. As franquias ou lojas próprias sem bons resultados ainda contam com uma área especial, chamada dentro da companhia de UTI, em alusão às Unidades de Terapia Intensiva de hospitais.

Lá, uma equipe de oito técnicos tem a missão de melhorar o desempenho das unidades em dois meses. “Eles podem até trocar o dono da franquia se for preciso”, diz Saraiva. Formado em medicina, o empresário deixou o sonho de ser médico de lado quando herdou do pai uma pequena padaria no bairro paulistano do Belenzinho. Reduziu o preço dos pães em 30% e aumentou a receita a ponto de chamar a atenção de um comprador para o estabelecimento. Essa mesma estratégia de aliar preço baixo e qualidade ele aplica hoje nas suas 305 lojas de comida árabe. “Ao contrário dos concorrentes que sobem os preços em momento de crise, estamos reduzindo os nossos. Cortar preços sempre ajuda a atrair mais clientes”, defende ele.