03/02/2026 - 10:02
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 3, que levou à consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para assumirem as duas diretorias vagas do Banco Central.
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Cavalcanti é membro do Trinity College da Universidade de Cambridge e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Já Guilherme Mello é o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Em entrevista à BandNews, Haddad disse que os nomes foram apresentados a Lula há três meses e ressaltou que o presidente ainda está colhendo sugestões e não convidou ninguém até o momento.
“Eu imaginei, pelas conversas que tive com essas duas figuras, que eles poderiam ser nomes a serem apreciados pelo presidente do Banco Central e o presidente Lula. Tem três meses que isso foi feito, de lá para cá não voltamos a conversar”, disse.
Na entrevista, Haddad enfatizou que o BC é um órgão técnico e não deixará de ser. Ele disse não ter entendido a “animosidade” no mercado em relação ao nome de Mello, afirmando que ele faz um excelente trabalho à frente da Secretaria de Política Econômica.
A reunião de janeiro do Copom, que manteve a Selic em 15% ao ano e indicou corte de juros em março, foi realizada por apenas sete dos nove membros, após a saída de Diogo Guillen da diretoria de Política Econômica e de Renato Gomes da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que tiveram mandatos encerrados em dezembro.
Quem são os escolhidos de Haddad
Professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mello foi um dos responsáveis pela elaboração do programa de governo do PT para o atual mandato de Lula. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Mello é mestre em Economia Política pela PUC/SP e doutor pela Unicamp.
Cavalcanti, por sua vez, é Ph.D. e mestre em Economia pela Universidade de Illinois, com pesquisas nas áreas de macroeconomia, crescimento econômico e desenvolvimento. Para Haddad, ele é a “grande estrela brasileira” no exterior entre economistas com menos de 50 anos de idade.
