O candidato presidencial haitiano Michel Martelly, eliminado do segundo turno por uma pequena margem de votos, reafirmou nesta quarta-feira que houve fraude no processo eleitoral, mas rejeitou a violência de seus seguidores e pediu calma à população.

“Povo haitiano, desde a noite de terça-feira o CEP (Conselho Eleitoral Provisório) empurrou o país para a crise com seus resultados incorretos; e todos se levantaram para fazer respeitar o voto popular”, disse Martelly à rádio Signal FM.

“A comunidade internacional e os observadores nacionais e internacionais reconhecem que estes resultados não estão certos”, destacou o rapper e candidato derrotado a presidência.

“Entendo sua raiva. Protestar sem violência é um direito do povo. Não se entreguem às provocações. Estou com vocês até a vitória total”.

O Conselho Eleitoral anunciou na noite de terça-feira que a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, que obteve 31% dos votos, e o candidato do poder Jude Célestin, que reuniu 22%, estão no segundo turno das eleições presidenciais.

Celestin venceu Martelly por apenas seis mil votos, o que revoltou milhares de seus partidários, que foram às ruas do país protestar com barricadas, queimas de pneus e incendiando a sede central do partido Inité, do presidente René Preval, em Porto Príncipe.

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