22/09/2015 - 19:35
A candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton expressou nesta terça-feira sua rejeição a um projeto do oleoduto de Keystone XL entre os Estados Unidos e o Canadá, depois de meses de silêncio que foram reprovados por movimentos de esquerda e ecologistas.
“É imperativo que consideremos o oleoduto de Keystone como o percebo, ou seja, uma coisa que nos desvia do importante trabalho que devemos fazer sobre a mudança climática”, declarou Clinton durante uma visita de campanha em Iowa.
“Do meu ponto de vista, é algo que nos impede de avançar em todos os outros temas. Por isso me oponho”, afirmou a ex-senadora e ex-secretária de Estado.
Até agora, Hillary Clinton havia se negado a dizer se apoiava ou não o projeto petroleiro, um silêncio que contrastava com a oposição franca de vários democratas no Congresso e de seu rival nas primárias de seu partido, Bernie Sanders.
O projeto de oleoduto de Keystone XL, de cerca de 1.900 km – dos quais 1.400 km nos Estados Unidos – permitiria o transporte de petróleo das areias betuminosas de Alberta, Canadá, até o centro dos EUA, em Nebraska, de onde poderia ser distribuído às refinarias do país no golfo do México.
Como o projeto atravessa uma fronteira, o departamento de Estado (que Hillary Clinton dirigiu entre 2009-2013) deve dar sua aprovação. Mas sete anos depois da primeira solicitação do operador TransCanada, o caso ainda está em estudo.
A última decisão é do presidente Barack Obama.
A maioria dos democratas e ONGs ecologistas se opõe devido ao risco de vazamento, mas os republicanos apoiam o projeto, que supostamente seria uma fonte de empregos.