05/02/2011 - 7:09
A secretária de Estado americana Hillary Clinton preveniu neste sábado que o caminho para a democracia no Oriente Médio, que ela apoia, apresenta, no entanto, “riscos de caos”. Também considera a atual conjuntara nestes países “perfeita” para o que chamou de “tempestade”.
“Sem progresso em direção a sistemas abertos e responsáveis, o fosso entre os povos e seus governos vai aumentar e a instabilidade, agravar-se”, disse ela durante a 47ª Conferência sobre a segurança em Munique (sul da Alemanha).
“Através da região” do Oriente Médio – “deve haver um progresso evidente e real em direção a sistemas transparentes, honestos, e responsáveis”, afirmou.
“No momento atual, em alguns países esta transição avança rapidamente, em outros levará tempo”, declarou numa alusão clara aos diferentes contextos da contestação na Tunísia, que depôs o presidente Ben Ali, e no Egito, onde o presidente Hosni Mubarak recusa-se a partir logo.
“Claro, há riscos, riscos inerentes a esta transição para a democracia”, observou a secretária de Estado americana.
“Isto pode engendrar o caos, e uma instabilidade a curto prazo, até pior. Como observamos no passado, a transição pode levar a uma regressão, com um outro regime tão autoritário”, quanto aquele que os cidadãos de um país querem acabar, destacou Hillary Clinton.
No Oriente Médio, a conjuntura está “perfeita” para uma “tempestade”, considerou, destacando, assim, a importância dos riscos.
Hillary participa da Conferência sobre a Segurança de Munique (sul da Alemanha), voltada para a crise egípcia e o bloqueio das negociações de paz no Oriente Médio.
A conferência de três dias reúne chefes de governo, ministros, altos comandos militares e especialistas.
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