Ainda neste mês, cerca de dez especialistas japoneses em tecnologia deixarão sua terra natal e se instalarão no Brasil. Eles vão formar o primeiro time de pesquisadores do centro de pesquisa e desenvolvimento da fabricante japonesa de tecnologia Hitachi no Brasil, o primeiro da empresa na América Latina. A sede fica na Avenida Paulista, em São Paulo. “Vamos descobrir quais são as necessidades do mercado brasileiro e adaptaremos nossos serviços”, afirmou à Dinheiro Online Shigeru Azuhata, vice-presidente da empresa, que veio ao Brasil para inaugurar o laboratório, nesta quarta-feira 5.

Segundo Azuhata, a Hitachi vai focar seus esforços primeiramente na área de agricultura e mineração. A intenção é descobrir formas de usar o poderio tecnológico do grupo – que conta com mais de 900 empresas – para prestar serviços “business to business”. Como exemplo, Azuhata citou um estudo de solo feito por satélite que a japonesa já executa para alguns clientes. 

 

O centro vai começar com pesquisadores japoneses, mas a empresa tem planos de fazer contratações locais. Ela inicou projetos de parceria com faculdades para, em um futuro próximo, desenvolver trabalhos de pesquisa em conjunto. Hoje, a Hitachi conta com 3 mil pesquisadores no Japão, 300 fora do país e espera contratar pelo menos mais 100 profissionais. Além do Brasil, Cingapura, Estados Unidos, China, Índia e Holanda contam com centros de pesquisa.

 

Inicialmente focada nos produtos para o consumidor final, hoje a Hitachi tem foco na prestação de serviços para outras empresas. Algumas de suas marcas para o consumidor final, contudo, são consideradas de importância vital. No Brasil, dois exemplos são a linha de ar-condicionados e de ferramentas. “Abrimos mão de muitos serviços para o consumidor final, acabamos vendendo. Mas essas são cruciais, pois são símbolos muito fortes da Hitachi no mercado”, afirmou Azuhata.

 

O faturamento da Hitachi no Brasil hoje é de US$ 300 milhões. A expectativa é que esse número passe para US$ 1,2 bilhão. Para isso, a empresa deve investir, até 2015, US$ 300 milhões no País. A participação nos números totais da companhia, contudo, são tímidos. Hoje o Brasil representa menos de 1% do resultado da Hitachi. 

 

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